Sola Scriptura

(somente a Escritura): A Escritura é a única regra de fé e prática da igreja e o protestantismo aceita doutrinas de sua inspiração, autoridade, inerrância, clareza, necessidade e suficiência. Somente as Escrituras são o fundamento da teologia reformada.

Solus Christus

(somente Cristo): como forma de reação dos protestantes contra a igreja católica secularizada e contra os sacerdotes que afirmavam ter uma posição especial e serem mediadores da graça e do perdão por meio dos sacramentos que ministravam. A reforma defendeu que tal mediação entre o homem e Deus é feita somente por Cristo, único capaz de salvar a humanidade e o tema central da reforma protestante.

Sola Gratia

"Sola gratia" diz respeito a tudo que o homem possui (graça comum) e, em especial, à salvação que é dada pela graça somente. Graça especial somente, por meio da qual o homem é escolhido, regenerado, justificado, santificado, glorificado, recebe dons espirituais, talentos para o serviço cristão e as bênçãos de Deus.

Soli Deo Gloria

(somente a Deus a glória): este pilar da teologia reformada afirma que o homem foi criado para a glória de Deus e que tudo que ele fizer deve destinar a glorificar a Deus.

Sola Fide

(somente a fé): este princípio afirma que o homem é justificado única e exclusivamente pela fé, sem o acréscimo das obras do mérito humano e, por meio dele, a tradição reformada é sustentada.

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

O Capitão do Navio de Jonas

 


- QUEM TEM EMBARCADO NO SEU NAVIO?

Creio que todos nós conhecemos a história de Jonas. A maioria conhece apenas a parte de Jonas na barriga da baleia e ponto. (no Antigo Testamento lemos sobre um grande peixe, no Novo testamento Jesus relata em Mateus 12:40 que Jonas permaneceu 3 dias no ventre da baleia; mas isso não vem ao caso agora!).

 

Eu quero abordar a situação por um ângulo que nunca vi ninguém pregar ou se quer questionar. Quero falar do capitão do navio e sua tripulação. Isso mesmo. Pelo que lemos na Bíblia eles não eram servos do Deus de Jonas, eles não conheciam Jonas, eles apenas comandavam a embarcação e sequer imaginavam o que estava para acontecer!

 

Apesar de desconhecer o Deus de Jonas àquele comandante era um homem inocente e cria plenamente que seria capaz de conduzir aquela embarcação até Tarsis. Imagine quantas vezes ele já tinha feito àquela viagem, para ele era só mais uma.

 

Mas Jonas estava fugindo dos planos de Deus e o capitão desse barco inocentemente vendeu uma passagem para um desobediente. Isso acarretou consequências terríveis porque Deus foi cobrar Jonas em alto mar, e o capitão sem saber o que se tratava, manda jogar as coisas fora a fim de aliviar o peso da nau e nada da tempestade passar. Quando ele desce ao porão e vê Jonas tranquilão, dormindo, fica indignado, pois todos à bordo estão tentando salvar a embarcação e suas próprias vidas e Jonas...

 

Pergunta o capitão: - O que você está fazendo aí?!

 

Jonas responde: Ué, você me vendeu a passagem e eu estou aqui (*estou fugindo de Deus - rsrsrsrsrsrs).

 

 

 

Moral da história:

 

Quem você tem deixado entrar no barco da sua vida?!

 

São pessoas que estão fugindo de Deus, ou pessoas que têm compromisso com Ele?!

 

Nós abrimos a porta da nossa casa e até nossas próprias vidas para pessoas que nem conhecemos direito, criamos amizades profundas com gente que vimos apenas uma vez, e com isso acabamos deixando pessoas erradas entrarem em nossas vidas, criando tempestades e nos fazendo jogar fora coisas boas e até bênçãos, por não saber o que está acontecendo.

Enquanto nós estamos nos desesperando na tempestade, a pessoa está dormindo tranquila.

 

Falo isso por experiência própria de deixar pessoas erradas entrarem em minha vida.

 

Reveja quem você tem colocado na sua vida (desde namorados (as), amigos e etc..), para que não lhe cause tempestades e, lhe faça jogar fora coisas boas, que você tem lutado para ganhar com o decorrer dos anos!

 

Quem nós temos deixado entrar em nossa vida?!

 

 

VOCÊ É QUEM DECIDE QUEM FICA NA SUA VIDA, UNS TE FAZEM BEM, OUTROS NÃO

Olá, quer aqui falar sobre escolhas e fazer uma analogia onde sua vida é representada por um barco, sendo você o capitão dele. Mas quero fazer uma comparação entre dois textos conhecidos que muito se assemelham, porém no final, veremos que a conclusão dos dois são totalmente diferente, assim como suas escolhas te levará a um final diferente.

"E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo:

Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.

Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do Senhor para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.

Mas o Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se.

Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono.

E o mestre do navio chegou- se a ele, e disse-lhe: Que tens, dorminhoco? Levanta-te, clama ao teu Deus; talvez assim ele se lembre de nós para que não pereçamos.

E diziam cada um ao seu companheiro: Vinde, e lancemos sortes, para que saibamos por que causa nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.

Então lhe disseram: Declara-nos tu agora, por causa de quem nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? Donde vens? Qual é a tua terra? E de que povo és tu?

E ele lhes disse: Eu sou hebreu, e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca.

Então estes homens se encheram de grande temor, e disseram-lhe: Por que fizeste tu isto? Pois sabiam os homens que fugia da presença do Senhor, porque ele lho tinha declarado.

E disseram-lhe: Que te faremos nós, para que o mar se nos acalme? Porque o mar ia se tornando cada vez mais tempestuoso.

E ele lhes disse: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade.

Entretanto, os homens remavam, para fazer voltar o navio à terra, mas não podiam, porquanto o mar se ia embravecendo cada vez mais contra eles.

Então clamaram ao Senhor, e disseram: Ah, Senhor! Nós te rogamos, que não pereçamos por causa da alma deste homem, e que não ponhas sobre nós o sangue inocente; porque tu, Senhor, fizeste como te aprouve.

E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria." (Jonas 1: 1 ao 15)

Neste primeiro texto vemos o profeta Jonas desobedecendo a Deus e não indo a Nínive pregar naquela cidade, comprou o ingresso de barco para direção contrária e no trajeto, Deus enviou uma tempestade para afundar o barco em que Jonas estava, tudo por causa da desobediência de Jonas. Sendo assim os marinheiros que desconheciam a verdade dos fatos, começaram a jogar no mar as bagagens, para que o navio ficasse mais leve, já que a água estava entrando no barco e assim tentar resistir a tempestade.

Mas podemos ver que o problema não estava nas coisas e sim Jonas, neste caso, isso tudo nos ensina que muitas das vezes quem afunda nossa vida, não são coisas e sim pessoas que deixamos ficar no nosso barco, pessoas que são fofoqueiros, fazem intrigas, pessoas trapaceiras, e estas pessoas mancham nossa reputação, além de pessoas que não nos dão valor.

Repare que Jonas estava dormindo escondido, talvez um relacionamento escondido também pode ser a raiz de tempestades em nossas vidas.

Agora quero entrar no outro texto.

"E, naquele dia, sendo já tarde, Jesus disse-lhes: Passemos para o outro lado.

E eles, deixando a multidão, levaram Jesus consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos.

E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia.

E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos?

E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança.

E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?

E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?" (Marcos 4: 35 ao 41)

Vejam que Jesus após ter pregado, queria ir ao outro lado do mar, e então os discípulos o levaram para lá, mas no percurso Jesus adormeceu, e veio uma tempestade, e o acordaram e então Ele acordou ordenou que o mar e o vento parassem e então e veio a tranquilidade.

Sendo assim podemos fazer uma comparação entre Jonas e Jesus.

Os dois estavam dormindo em um barco durante uma tempestade, cada um em sua época, porém vemos a diferença na vida dos dois, pois Jonas era desobedientes, Jesus era obediente a Deus, Jonas comprou ingresso para entrar no barco, Jesus pediu e foi levado, Jonas no início não se importava com os outros, Jesus sempre se importou com os outros que estavam no barco.

Jonas é aquele tipo de pessoa que você tem que se afastar, pois querem comprar ingresso para entrar na sua vida, com propostas ruins, como bajulação, sensualidade para o pecado, vida fora dos caminhos de Deus.

Já Jesus não tenta ti comprar, Ele diz que quer entrar na sua vida, e espera que você o convide para entrar, e a partir daí vemos mais diferenças, já que Ele ti oferece vida eterna com Ele, além de se importar com você, Ele ti dar vitória sobre as lutas que vem sobre você como tempestades, e ainda te exorta a ter mais fé Nele e usarmos a autoridade que Ele mesmo nos deu.

Então irmãos, jogue fora o Jonas da sua vida e convide Jesus para ser o Senhor da sua vida e tenha uma vida que até pode ter tempestade, pois problemas todos temos, mas a diferença é que com Jesus no seu barco, você não afundará e Ele parará a tempestade e você chegará do outro lado do mar, que representa a vitória em todas as áreas da sua vida, inclusive na salvação da sua alma.

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

O Recomeço da Criação Pós-Dilúvio e a Sustentabilidade da Vida: Uma Perspectiva Bíblica e Teológica

A narrativa do dilúvio universal, encontrada nos capítulos 6 a 9 do livro de Gênesis, ocupa uma posição central na teologia bíblica, especialmente dentro de uma cosmovisão reformada. Ela revela aspectos profundos do caráter de Deus, como Sua justiça, misericórdia e soberania sobre toda a criação. Além disso, apresenta questões complexas sobre a continuidade da vida após o evento catastrófico que destruiu toda a humanidade, exceto Noé, sua família e os animais salvos na arca.

Dentre os desafios interpretativos da narrativa, destaca-se a questão de como os animais carnívoros, ao saírem da arca, puderam sobreviver sem causar o colapso do equilíbrio ecológico. Este trabalho busca explorar a sustentação da vida pós-dilúvio sob uma perspectiva teológica e ecológica, analisando o papel da providência divina, a possível adaptação das espécies e o impacto teológico do evento na compreensão da redenção e renovação da criação.

O Contexto Bíblico e Histórico do Dilúvio

A corrupção da humanidade e o juízo divino
O relato do dilúvio começa com a descrição da maldade crescente da humanidade:
"Viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração" (Gênesis 6:5).
Essa passagem não apenas demonstra o alcance do pecado humano, mas também estabelece a necessidade de um juízo divino abrangente. Contudo, a narrativa ressalta que Noé "achou graça diante do Senhor" (Gênesis 6:8), evidenciando o tema da eleição soberana de Deus em meio ao juízo.

A construção da arca e a preservação da vida
A arca não era apenas uma embarcação, mas um instrumento da graça divina para preservar a vida. Deus instruiu Noé com detalhes precisos sobre sua construção (Gênesis 6:14-16), garantindo que fosse adequada para o propósito. Noé, por sua vez, agiu em obediência fiel, conforme Hebreus 11:7:
"Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam, e sendo temente a Deus, preparou uma arca para a salvação da sua casa."
A arca simboliza, em termos tipológicos, a salvação em Cristo, que é nosso refúgio do juízo divino.

A duração do dilúvio
Conforme Gênesis 7:11-24 e Gênesis 8:13-16, Noé, sua família e os animais permaneceram na arca por aproximadamente 370 dias. Durante esse tempo, a terra foi completamente submersa, eliminando toda a vida terrestre fora da arca. Esse período aponta para a dependência total da criação da graça sustentadora de Deus.

O Recomeço da Vida e a Questão da Sustentabilidade

Ao sair da arca, Noé recebeu uma ordem semelhante à dada a Adão: "Frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra e multiplicai-vos nela" (Gênesis 9:7). Essa bênção confirma que Deus, mesmo após o juízo, deseja restaurar a criação e permitir que ela prospere sob Sua soberania.

Os animais carnívoros e a multiplicação das presas
Uma questão natural surge: como os carnívoros, ao saírem da arca, sobreviveram sem consumir imediatamente suas presas, comprometendo a continuidade das espécies? Há várias hipóteses teológicas e científicas para lidar com essa questão:

  1. Providência divina direta
    Assim como Deus sustentou os animais na arca (Gênesis 6:19-21), é plausível que Ele tenha providenciado recursos adicionais no ambiente pós-dilúvio. A multiplicação rápida das espécies herbívoras pode ter sido uma consequência da bênção divina, garantindo o equilíbrio ecológico.

  2. Adaptação dietética temporária
    Antes do dilúvio, a dieta original tanto do homem quanto dos animais era baseada em vegetais (Gênesis 1:29-30). Alguns estudiosos sugerem que os carnívoros poderiam ter se adaptado temporariamente a uma dieta herbívora ou omnívora até que houvesse presas suficientes para sustentar seu padrão alimentar.

  3. Relação com a nova ordem natural
    Após o dilúvio, Deus concedeu ao homem permissão para consumir carne (Gênesis 9:3). Isso pode indicar que a relação predador-presa também foi estabelecida ou intensificada nesse momento, como parte da nova ordem natural.
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Implicações Práticas

A doutrina da providência divina
A teologia reformada ensina que Deus não apenas criou o mundo, mas continua a sustentá-lo e governá-lo soberanamente (Hebreus 1:3; Colossenses 1:17). A preservação da vida na arca e o equilíbrio ecológico pós-dilúvio são testemunhos da providência divina em ação.

O simbolismo da arca e a obra de Cristo
A arca é frequentemente interpretada como um tipo de Cristo, o único meio de salvação para um mundo condenado. Assim como a arca preservou Noé e sua família, Cristo nos resgata do juízo e nos conduz ao novo céu e nova terra (1 Pedro 3:20-21).

Responsabilidade ecológica do cristão
O relato do dilúvio destaca a importância de cuidar da criação. Deus confiou ao homem o mandato de dominar e preservar a terra (Gênesis 1:28). Após o dilúvio, esse chamado é reafirmado, mostrando que a redenção alcança não apenas o homem, mas toda a criação (Romanos 8:19-22).

O relato do dilúvio não é apenas uma história sobre juízo e salvação, mas também uma poderosa demonstração do cuidado soberano de Deus pela criação. Ele nos desafia a confiar em Sua providência e a desempenhar fielmente nosso papel como mordomos da terra. Além disso, aponta para a esperança final em Cristo, que trará redenção plena à criação.

Na próxima parte da tese, exploraremos com mais detalhes a simbologia da arca na teologia bíblica, além de analisar a relação entre o dilúvio e o pacto de Noé como um precursor do pacto da graça. 




quarta-feira, 25 de setembro de 2024

O Anjo do Senhor no Velho Testamento: Um Estudo Detalhado

Anjo do Senhor no Velho Testamento: Um Estudo Detalhado

O conceito do "Anjo do Senhor" no Velho Testamento é um dos tópicos mais fascinantes da teologia bíblica. Este ser, que aparece em diversos momentos cruciais da história de Israel, possui características que o distinguem dos demais anjos. A análise das aparições do Anjo do Senhor nos revela algo mais profundo do que simplesmente um mensageiro celestial comum. Para entendermos adequadamente quem é o Anjo do Senhor, é necessário examinar as Escrituras com cuidado e estudar a natureza e os atributos desta figura única.

Quem é o Anjo do Senhor?

A palavra "anjo" no hebraico é "mal'ach", que significa mensageiro. Na Bíblia, o termo "anjo" pode referir-se a seres espirituais ou a mensageiros humanos. No entanto, o "Anjo do Senhor" (em hebraico, "Mal'ach YHWH") é uma figura singular que não pode ser categorizada simplesmente como um ser celestial comum. Diferente dos anjos regulares, o Anjo do Senhor parece ser identificado diretamente com o próprio Deus em várias ocasiões.

2. Aparições do Anjo do Senhor no Antigo Testamento

Existem várias passagens no Antigo Testamento onde o Anjo do Senhor aparece, e elas fornecem indícios cruciais de sua identidade. Vamos analisar algumas dessas passagens:

a. Aparição a Hagar (Gênesis 16:7-14)

A primeira aparição registrada do Anjo do Senhor acontece quando Hagar, serva de Sara, foge para o deserto. O Anjo a encontra e lhe faz promessas de bênçãos e descendência. No versículo 13, Hagar se refere ao Anjo como “Tu és Deus que me vê” e diz que viu “Aquele que me vê”.

  • Versículo-chave: “Então ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê.” (Gênesis 16:13)

Aqui, o Anjo do Senhor não é apenas um mensageiro. Ele é reconhecido como Deus, pois Hagar se refere a ele diretamente como o Senhor.

b. Aparição a Abraão (Gênesis 22:11-18)

O Anjo do Senhor aparece novamente a Abraão no momento em que ele está prestes a sacrificar seu filho Isaque. O Anjo do Senhor o impede e reafirma as promessas de bênçãos e multiplicação de sua descendência. O Anjo diz: "Jurei por mim mesmo, diz o Senhor..." (v. 16), algo que um simples anjo jamais poderia fazer.

  • Versículo-chave: “Então o Anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde o céu, e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor...” (Gênesis 22:15-16)

Aqui, o Anjo do Senhor fala com a autoridade de Deus, e Ele mesmo faz a aliança com Abraão.

c. Aparição a Moisés (Êxodo 3:2-6)

No episódio da sarça ardente, o texto começa dizendo que o Anjo do Senhor apareceu a Moisés na sarça em chamas. Logo em seguida, o texto se refere a Ele como o próprio Deus. Ele se identifica como o “Deus de Abraão, Isaque e Jacó”.

  • Versículo-chave: “E apareceu-lhe o Anjo do Senhor numa chama de fogo no meio de uma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, mas não se consumia... Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó.” (Êxodo 3:2-6)

Novamente, o Anjo do Senhor é claramente identificado como sendo Deus, aquele que se revelou a Moisés e mais tarde libertaria Israel do Egito.

d. Aparição a Gideão (Juízes 6:11-24)

O Anjo do Senhor aparece a Gideão, comissionando-o para libertar Israel dos midianitas. Gideão oferece um sacrifício ao Anjo, que é aceito como se fosse um sacrifício ao próprio Deus. Além disso, Gideão declara que viu o Senhor face a face.

  • Versículo-chave: “Então viu Gideão que era o Anjo do Senhor, e disse Gideão: Ah, Senhor Deus! Pois vi o Anjo do Senhor face a face.” (Juízes 6:22)

Aqui também vemos que o Anjo do Senhor é identificado como Deus, o que deixa Gideão temeroso por sua vida, uma vez que acreditava que ninguém poderia ver Deus e continuar vivo (Êxodo 33:20).

Características do Anjo do Senhor

Ao analisar essas e outras passagens, podemos destacar algumas características únicas do Anjo do Senhor que o distinguem de outros anjos:

  • Identificação com Deus: Em várias passagens, o Anjo do Senhor é identificado diretamente com o próprio Deus. Ele não fala “em nome de Deus”, mas como se fosse o próprio Deus.
  • Autoridade divina: Ele realiza atos que somente Deus poderia fazer, como jurar por si mesmo, aceitar adoração e fazer promessas.
  • Recebe adoração: Diferente de outros anjos, que recusam adoração (Apocalipse 19:10), o Anjo do Senhor aceita sacrifícios e adoração sem corrigir as pessoas.

Cristofania: O Anjo do Senhor como Prefiguração de Cristo

Com base em todas essas observações, muitos teólogos reformados, como John Calvin, sugerem que o Anjo do Senhor no Antigo Testamento é, na verdade, uma prefiguração de Cristo, uma "Cristofania". Essa visão é baseada no fato de que o Anjo do Senhor possui atributos divinos e atua como Deus na terra, aparecendo para interagir diretamente com a humanidade.

Cristo, como a Segunda Pessoa da Trindade, é a manifestação visível de Deus (Colossenses 1:15), e seria Ele quem se revelou de forma tangível antes da Sua encarnação no Novo Testamento. Essa interpretação harmoniza o fato de que ninguém pode ver a Deus Pai diretamente (João 1:18), mas o Filho de Deus, como o mediador, se revela ao homem.

O Anjo do Senhor e Outros Anjos

É importante ressaltar que o Anjo do Senhor é distinto dos outros anjos que aparecem nas Escrituras. Outros anjos, como Gabriel ou Miguel, são mensageiros poderosos de Deus, mas em nenhum momento eles são identificados como o próprio Deus. Esses anjos servem como intermediários entre Deus e os homens, enquanto o Anjo do Senhor tem um papel divino único, sendo Ele próprio identificado como Deus.

O Fim das Aparições do Anjo do Senhor no Novo Testamento

Curiosamente, o Anjo do Senhor não aparece no Novo Testamento após o nascimento de Jesus. Isso reforça a ideia de que o Anjo do Senhor do Antigo Testamento era, de fato, uma manifestação pré-encarnada de Cristo. Quando Cristo se encarna, essa função de revelação direta de Deus à humanidade é assumida plenamente por Jesus, e não há mais necessidade de aparições como o Anjo do Senhor.

O Anjo do Senhor na Fornalha Ardente (Daniel 3:24-25)

Outro exemplo que deve ser destacado é o episódio da fornalha ardente, onde os três amigos de Daniel (Sadraque, Mesaque e Abede-Nego) são lançados no fogo por se recusarem a adorar a estátua erguida por Nabucodonosor.

Ao observar os acontecimentos, o rei Nabucodonosor fica chocado ao ver não apenas três, mas quatro figuras dentro da fornalha, andando livremente no fogo. Ele descreve a quarta figura como semelhante a um “filho dos deuses” (Daniel 3:25). Embora Nabucodonosor, um rei pagão, usasse uma linguagem própria para sua cosmovisão, muitos estudiosos da Bíblia interpretam essa figura como uma manifestação divina — possivelmente o Anjo do Senhor ou uma prefiguração de Cristo.

  • Versículo-chave: “Ele disse: Contudo, eu vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses.” (Daniel 3:25)

Esse incidente na fornalha é mais um exemplo da proteção e presença divina manifestada de forma visível. A identidade da quarta pessoa tem sido debatida, mas, à luz de outras aparições do Anjo do Senhor no Antigo Testamento, muitos acreditam que essa seja outra Cristofania, onde o Filho de Deus, antes de Sua encarnação, aparece para resgatar e proteger o Seu povo.

Conclusão

O Anjo do Senhor é uma figura singular no Antigo Testamento, que não pode ser simplesmente reduzido a um anjo comum. As Escrituras indicam que Ele é o próprio Deus aparecendo de forma visível para se relacionar com Seu povo. A interpretação teológica de que o Anjo do Senhor é uma Cristofania nos ajuda a entender como Deus revelou Seu Filho muito antes da encarnação em Belém. Esses eventos apontam para a revelação final e suprema de Deus em Jesus Cristo, que é o Deus encarnado, o Emmanuel — “Deus conosco”.

A Salvação no velho testamento

A Salvação no Velho Testamento

- A salvação, como um tema central na Bíblia, percorre tanto o Antigo quanto o Novo Testamento, mostrando o plano redentor de Deus desde a criação até a consumação final. No Antigo Testamento (Velha Aliança), a salvação está vinculada à relação de Deus com o povo de Israel e aos seus propósitos redentores que culminam na vinda de Cristo. Embora o Novo Testamento revele plenamente a obra de Jesus, a salvação no Antigo Testamento não pode ser entendida como algo independente, mas sim como uma antecipação e sombra da obra redentora de Cristo.


1. A Salvação como Obra de Deus

- Deus como Salvador:  

  A ideia de salvação no Antigo Testamento sempre começa com Deus. Ele é constantemente descrito como o Salvador de Israel, aquele que resgata o Seu povo. Desde o início, Deus age para salvar e libertar Seu povo, começando com Adão e Eva, ao fornecer uma "cobertura" após o pecado (Gênesis 3:21).

  - Êxodo: Um dos maiores eventos de salvação no Antigo Testamento é o Êxodo, quando Deus liberta o povo de Israel da escravidão no Egito (Êxodo 14:13-14). Essa libertação física da opressão se torna um modelo de como Deus age para salvar Seu povo, sendo constantemente lembrada ao longo da história de Israel (Salmo 106).

  - Salmos e Profetas: Em muitos Salmos, Deus é invocado como o Salvador em tempos de angústia (Salmo 18:2, 62:1). Os profetas, como Isaías, também enfatizam Deus como aquele que salva, não apenas do perigo físico, mas também do pecado (Isaías 43:11, 45:22).


2. Fé e Obediência como Resposta à Salvação

- Fé no Antigo Testamento:  

  A salvação no Antigo Testamento está sempre ligada à fé. Mesmo antes da Lei, vemos Abraão sendo justificado por sua fé (Gênesis 15:6). Esse princípio é retomado no Novo Testamento, em Romanos 4:3, onde Paulo afirma que a justificação de Abraão pela fé é um exemplo para todos os crentes. Portanto, a salvação no Antigo Testamento não era obtida por obras da Lei, mas pela confiança em Deus e Suas promessas.

- Obediência à Aliança:  

  A Lei Mosaica, dada a Israel, regulava a vida do povo escolhido, e a obediência à Lei era uma resposta à salvação que Deus já havia operado. A relação de Israel com Deus era baseada na aliança, e a obediência à Lei era uma forma de viver sob a bênção de Deus. No entanto, a salvação não estava na Lei em si, mas na fé em Deus, que deu a Lei como parte da aliança.

- Sacrifícios e Redenção Temporária:  

  O sistema sacrificial no Antigo Testamento (Levítico 17:11) apontava para a necessidade de expiação do pecado, mas era limitado. O sacrifício de animais, como o sacrifício anual do Dia da Expiação (Levítico 16), oferecia uma purificação temporária, mas não podia proporcionar uma redenção eterna. Esses sacrifícios prefiguravam o sacrifício perfeito de Cristo.


 3. A Promessa Messiânica: O Ponto Central da Salvação

- A Vinda do Messias Prometido:

  Uma das principais formas como o Antigo Testamento retrata a salvação é por meio da promessa de um Redentor, o Messias. Desde Gênesis 3:15, quando Deus promete que a descendência da mulher esmagaria a cabeça da serpente, até as profecias detalhadas em Isaías (Isaías 53), a esperança messiânica é central.

  - Davi e o Reino Eterno:

    Deus promete a Davi que sua descendência governará eternamente (2 Samuel 7:12-13), apontando para o Reino de Deus. Os Salmos também mencionam repetidamente o rei messiânico que viria para restaurar e salvar (Salmo 2, 110).

  - Profetas como Isaías e Jeremias: 

    Os profetas falam de um Servo sofredor que salvaria o povo de seus pecados (Isaías 53), e de um novo pacto que Deus faria com Seu povo (Jeremias 31:31-34), uma promessa que transcende a mera observância da Lei para incluir o perdão completo e a transformação do coração.


 4. A Salvação para Todos os Povos

- Israel como Luz para as Nações:  

  Embora Deus tenha escolhido Israel como Seu povo especial, o Antigo Testamento deixa claro que a salvação não se limita a Israel. Deus escolheu Israel para ser uma luz para as nações (Isaías 42:6). Desde o início, Deus fez uma promessa universal de bênção a todas as nações por meio da descendência de Abraão (Gênesis 12:3).

  - Exemplos de Gentios Salvos:

    Existem vários exemplos de gentios sendo trazidos à salvação no Antigo Testamento, como Raabe (Josué 2) e Rute, a moabita (Rute 1). Esses exemplos mostram que, desde o princípio, o plano de Deus incluía a salvação de todas as nações, algo plenamente revelado no Novo Testamento (Efésios 2:11-13).


5. A Expectativa da Plena Redenção

- A Incompletude do Antigo Testamento:

  Embora o Antigo Testamento revele a salvação de Deus, ele aponta para algo maior. O sistema sacrificial e as promessas messiânicas criam uma expectativa de uma redenção definitiva, algo que o sistema levítico não podia cumprir completamente. Essa expectativa é cumprida em Cristo, que veio como o cumprimento da Lei e dos profetas (Mateus 5:17).

- A Esperança Escatológica:

  A esperança da salvação no Antigo Testamento inclui a visão de um novo céu e nova terra, uma restauração completa de toda a criação (Isaías 65:17-25). Embora o povo de Israel experimentasse momentos de salvação temporária, eles sempre aguardavam a intervenção final e completa de Deus, algo que o Novo Testamento afirma ser realizado em Jesus.


Conclusão

A salvação no Antigo Testamento aponta para a obra redentora de Deus que culminaria em Cristo. Embora o sistema da Lei e dos sacrifícios oferecesse um meio temporário de expiação e relacionamento com Deus, a verdadeira salvação sempre foi pela fé e pela graça. As promessas de Deus, desde o Jardim do Éden até os profetas, revelam um plano de redenção que inclui tanto Israel quanto as nações. Cristo, como o Messias prometido, é o cumprimento de todas as expectativas do Antigo Testamento, trazendo a salvação plena e eterna para todos os que creem.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

A Causa do Sofrimento de Jó

 A Soberania de Deus na história de Jó

(Jó:1-5)



O PORQUÊ DO SOFRIMENTO DE JÓ NA ESFERA DO CÉU



A Gloriosa Soberania de Deus

  1. Efésios 1:11
    Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, a predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.

  2.  Romanos 8:28
    Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles

  3.  Colossenses 1.16-17
    Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

  4. Provérbios 16.33

A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda decisão.

  1. Isaías 45:7-9

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas. Destilai, ó céus, dessas alturas, e as nuvens chovam justiça; abra-se a terra, e produza a salvação, e ao mesmo tempo frutifique a justiça; eu, o Senhor, as criei. Ai daquele que contende com o seu Criador! o caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? ou a tua obra: Não tens mãos?


INTRODUÇÃO AO CONTEXTO
O sofrimento de Jó e os propósitos da vontade soberana do Criador em fazê-lo sofrer.

O PRÓLOGO DA HISTÓRIA DE JÓ


Um dos livro mais agressivos e indigesto de toda a bíblia, não é um livro fácil e nem simples e que causa dificuldades apologéticas

(a defesa da fé baseada em argumentos.)


para corações que desprezam a Deus o livro de Jó é um argumento contra Deus

  • mostra um Senhor cujo propósito principal é glorificar seu próprio nome em sua criação e que não mede esforços para isso.


o Livro de Jó apresenta Deus não só enviando sofrimento para seus filhos, mas apresenta Deus glorificando seu próprio nome ao fazê-lo


Esta mensagem é uma mensagem escandalosa, e até mesmo na igreja. e não é aceita por todos, 


John Piper - Livro Coronavírus e Cristo 8 de abril de 2020

Bacharel em Divindade no Seminário Teológico Fuller, na Califórnia, e completou um doutorado em Estudos do Novo Testamento na Universidade de Munique, Alemanha Ocidental em 1974. Ele ensinou estudos bíblicos no Bethel College em St. Paul, Minnesota (1974-1980). Em 1980, Piper tornou-se o pastor sênior da Bethlehem Baptist Church em Minneapolis, Minnesota, onde ministrou por quase trinta e três anos. John Piper é autor de mais de 50 livros, fundador Desiring God, onde, atualmente, serve como professor principal.



no auge da pandemia, o livro teve várias reações raivosas na internet

  • o Deus dele é o meu Diabo


Motivo? John Piper afirma que Deus foi o responsável por nos enviar a pandemia, Deus nos enviou o vírus e nos colocou nessa situação, não foi meramente um plano do diabo, fora do alcance da visão de Deus, mas Deus Soberano, Senhor nos colocou nessa situação de pandemia.


Ricardo Gondim - Maior representante Brasileiro do Teísmo aberto

Pastor progressista, presidente nacional da Igreja Betesda,

Falou em um vídeo no canal da sua igreja “que esse vírus não foi mandado por Deus”, “Se Deus é assim, um Deus que envia pandemias, ele é um monstro, é um facínora”


isso já é antigo 1985 um dos maiores teólogos sistemáticos do mundo william barclay, fez uma autobiografia espiritual onde ele diz “ Eu acredito que Dor e sofrimento nunca são vontade de Deus para seus filhos, não posso conceber que que seja a vontade de Deus que alguém seja atropelado por um motorista sob influência de bebida, ou que uma mãe jovem  morre de leucemia, ou que alguém no primeiro estágio da juventude sofra cada vez mais desamparo na Aterosclerose”



o Livro de Jó está aí para nos mostrar que os homens nem sempre tem razão

Nosso esforço para entender Deus e justificar a existência  pelos nossos próprios meios não faz sentido. nós temos um Deus que não se deixa engarrafar, que não se permite agir dentro daquilo que é fácil para nós explicar.

O Livro de Jó nos mostra um Deus que para muitos é o Diabo, más para nós que olhamos pela Lente da Fé, vemos que é bom e soberano Senhor sobre nossas vidas e sobre toda a sua criação.



O Prólogo da História de Jó

ESTE LADO DA ETERNIDADE


Jo 1:1-5  Explica o personagem principal dessa história.


4 realidades no epílogo da obra

  1. Jó era um homem Justo

não havia motivo pessoal para que Jó sofresse tudo aquilo que passou. Justo/Integro/Reto.

  1. Jó era um homem próspero

Não era perrapado, não era pobre, ele era rico, e o mais rico de todo oriente.

No Antigo Testamento riqueza representava parte da promessa de Deus para Israel.

um livro antigo mas vemos parte de Deus gerir a antiga aliança:

Deus prosperava israel quando o povo se arrependia

Deus derrubava Israel quando eles se orgulhavam em pecado.

  1. Jó tinha uma família Íntegra

mais que cuidar dele, ele cuidava da família, os filhos viviam em harmonia, eles tinham comunhão nos banquetes, as irmãs eram convidadas ali (As irmãs provavelmente moravam com o pai. )

  1. Jó era um homem pastoral e missionário

Cuidava dos filhos até dos já casados, cuidava das filhas que moravam com ele, sacrificava preocupado com os pecados ocultos no coração deles, santificava seus filhos através de sacrifícios.


(Jó era um homem preocupado com a vida na fé da sua família) 


Porque ele sofreu como sofreu? A Resposta não está na terra


Jó 1:1-5, você não vai encontrar motivos para o porque ele passou.

a resposta não está na situação terrena de Jó, nem na vida terrena, a resposta não está na terra, ela está no Céu. 


Jó jamais entenderia seu sofrimento a partir desse lado da eternidade!

  • Será que foi algo que eu fiz aos meus filhos?

  • será que era a minha riqueza?

  • Será que era falta de justiça?

  • casamento?

A resposta é: nada.


Quando passamos por sofrimento, pandemia, adoecemos, quando sofremos, e as coisas começam a dar errado, geralmente nossa primeira atitude “ em certo sentido é correta” é perguntar se não estamos fazendo algo errado, se de alguma forma nosso sofrimento não representa a mão de Deus pesando sobre nós, é uma forma humilde de se pensar de se entender como pecador e falho, de que Deus é justo e repreende o filho a quem Ama.


Mas essa não é toda a resposta, e ela nem sempre nos é dada

podemos olhar para esse lado da eternidade e não encontrar resposta para o sofrimento.

Podemos mapear cada área da nossa vida, e claro que vamos encontrar pecado na nossa vida, aquele que diz que não peca este mente. nós ainda vivemos diante da natureza de Adão e lutamos contra nossas falhas todos os dias


A RESPOSTA NEM SEMPRE ESTÁ AQUI

O Outro lado da eternidade


A resposta ela sai da nossa esfera e entra na esfera que não podemos acessar

olhamos para 6-12 e vemos a resposta para a pergunta que Jó faria mais a frente.

Jó 1:6-12

Os filhos de Deus vieram se apresentar diante do Senhor, Satanás estavam entre eles, debates angiológicos à parte, o que sabemos é que existem figuras espirituais que vem se apresentar diante do Senhor, e satanás também vem.


 um satanás que ainda tem que se apresentar a Deus de alguma forma.

  •  ele não é uma força que existe igual a Deus

  • Ele não tem a mesma força e grandeza de Deus

  • Não existe uma quebra de braço, uma grande guerra cósmica de iguais!


ele ainda é um cachorrinho na coleira do Senhor, ele precisa se apresentar, pedir permissão para fazer o que ele faz, ele não é um Deus, não é uma segunda divindade, ele não tem poder só, ele não pode fazer oque ele quiser;

se ele pudesse quem de nós resistiremos contra a força maligna do diabo nas nossas vidas.


  • Deus provoca o Diabo a cerca de Jó

Deus começa a conversa com o diabo


o sofrimento que recai em nossas vidas, muitas vezes não vem por iniciativa do Diabo e sim de Deus! e isso é chocante quando olhamos pelo antropocentrismo (nós somos o senhor dos nossos próprios reinos)


a gente acha que Deus nunca iria permitir que a gente sofrêssemos

Que Deus nunca poderia planejar o nosso sofrimento

e que Deus nunca poderia tomar a iniciativa de nos machucar


Vemos um Deus que toma a iniciativa de ferir Jó

o mesmo Deus que toma a iniciativa de nos ferir hoje, quando choramos, sofremos, somos abandonados ou somos colocados em circunstância que nós jamais imaginamos em nossas vidas, pensamos que pode ser o diabo tocando na minha família, emprego e corpo, e sim pode ser satanás como um agente do mal, MAS ISSO NÃO ACONTECE FORA DOS PLANOS E DOS DESEJOS DE DEUS


Deus não só permite que o mal caia sobre você, Deus planeja, e o faz JUSTAMENTE para que seu Nome seja glorificado em nós.


porque o nosso conforto e o nosso bem estar é pouco comparado com os planos secretos de Deus para nossas vidas!


sacrificamos sempre o menor em nome do maior

sacrificamos um tempo 

  1. de conforto para estudar,  passar em um concurso

  2. para nós mesmos para servir aos outros


e Deus sacrifica:

  1. o nosso próprio bem estar

  2. nossa saúde,

  3. nossa estabilidade emocional, 

  4. nossa vida financeira 

para nos dar coisas maiores, coisas melhores, para nos dar mais comunhão com Ele, Deus nos tira coisas para nos dar de Si ( nos dar Dele)


Deus nos tira conforto e bem estar para que nós possamos nos aproximar Dele, e Ele é muito melhor que qualquer coisa nessa vida.


Ele é melhor que:

  1. filhos saudáveis, 

  2. corpo que não sofre com câncer, 

  3. pulmão plenamente oxigenado, 

  4. vida financeira estável

Deus sacrifica na nossa vida coisas que nós valorizamos para nos dar coisas que nós precisamos muito mais do que aquilo que fomos ensinados a querer


Deus toma a iniciativa de tratar Jó.

(Deus abençoa jó através de tanta provação e sofrimento)

Porque Jó era justo mas ouvia falar de Deus, e por passar por tanta dor, Jó vê Deus face a face. 

Os planos secretos de Deus se revelam na vida de Jó através de dor e sofrimento, mas no fim da história Jó consegue ver Deus de uma forma que ele não via fora do sofrimento.


Deus toma a iniciativa de nos fazer sofrer, para que nós sejamos argumentos pela eternidade!


já parou para pensar que a sua vida signifique pouco?

você olha para os multimilionários e você acha que a sua vida é meio parada
acorda de manhã,toma café, chuta o cachorro, vai para o trabalho, almoça, volta pra casa, lavar os pratos, volta e tudo de novo, talvez você não veja propósito na sua vida, você não vê coisas que e mudam o mundo para melhor


se você encontrou Jesus você foi inserido em uma grande história de um argumento em prol da Glória e da grandeza de Deus diante de todo o mundo espiritual.


  • Quando a gente vê Deus provocando o Diabo Deus provoca o diabo através de Jó 

  • Jó era um argumento para humilhar o diabo 

era um argumento para estabelecer no mundo espiritual a grandeza de Deus e a fraqueza de satanás 


  • O que Deus está fazendo conosco é o nos usar como argumento por toda a eternidade 


  • é nos usar como evidência da sua grandeza 

Deus nos céus pode olhar para os seus filhos e humilhar as forças do diabo pelo simples fato de permanecemos quando as coisas doem em nós.

 Deus pode olhar para o céu dos céus e dizer visse meu servo, Deus nos usa como argumento para estabelecer a sua grandeza diante do reino espiritual e isso dá um senso de propósito para nossa vida e para nossa santidade e para nossa vida com Deus


 nós não simplesmente existimos como gente que nasce, cresce, se reproduz e morre, nós existimos diante de um grande palco do mundo espiritual para provar que Deus é grande!


  • Deus vai nos colocar em situações difíceis para fortalecer esse argumento!

 o método científico chamo isso de falseabilidade "vamos ver se o argumento é válido mesmo, vamos tentar falsear o argumento"


Deus coloca a gente em provação justamente para mostrar que nós realmente cremos 

  1. Deus não precisava saber se Abraão ia sacrificar seu filho ou não

DEUS sabia o que Abraão faria,

 Quem não sabia era o diabo e o próprio Abraão, era as forças espirituais que nos rodeiam e nos veem.

  1. Deus nos coloca em situações de sacrifício em situações em situações de dor e sofrimento justamente para mostrar para nós mesmos mas também para mostrar para o mundo espiritual que nós somos salvos e que nós permanecemos pela força Dele.


Quando Deus coloca você em provação entenda:

 Deus está te dando uma oportunidade da tua vida ter valor eterno para além das circunstâncias aqui!


você tá fazendo algo que você ainda não vê, mas pelos olhos da fé você entende que Deus está sendo glorificado até mesmo entre os anjos Satanás está sendo humilhado e suas forças destruídas pela grandeza da permanência, da Fé, de continuar crendo mesmo quando tudo vai mal.

 Deus que dá valor e propósito para nossa vida: humilhamos o diabo e honramos a Deus diante de todo mundo espiritual ao permanecermos na fé durante o sofrimento 


satanás tenta se defender colocando Jó em dúvida:

  • A fé de Jó era falsa

porque era uma fé meramente circunstancial 

 é fácil ser fiel se você é homem mais rico do mundo difícil é ser fiel de ônibus, de carro é fácil difícil é ser fiel a pobreza, na favela.


Termo para apresentar o diabo no hebraico " rassatana" ( o acusador).


Deus recebe Glória para o seu Nome através da nossa perseverança no sofrimento, justamente a mostrar que as acusações do diabo não se justificam.

 nenhuma acusação mais há para aqueles que estão em Cristo Jesus.

Ele tenta nos acusar diante de Deus e ele não consegue


Não existem argumentos contra aqueles que estão debaixo da atuação da graça.

 Quando permanecemos fiéis debaixo do sangue daquele que impede as acusações do diabo, mais uma vez nós humilhamos as forças dos inimigos espirituais, nós mais uma vez vencemos a influência do mundo, do Príncipe da Pérsia.


Satanás recebe permissão para tocar em Jó

(ELE NÃO PEDIU ISSO)

Deus OFERECEU Jó a Satanás!


Deu oportunidade de fazer oque quisesse de Jó, só não tocar no seu corpo.


⚠️Esta é uma verdade escandalosa ⚠️


Temos a verdade em Jó:

Quando satanás trabalha, Deus trabalhar;


Deus começa a trabalhar em Jó, através daquilo que satanás está trabalhando em Jó.



Satanás toca em Jó, machuca Jó, prejudica Jó, traz sofrimento, é o inimigo que nos traz desgraça, mas isso não acontece fora da própria atuação do trabalho de Deus em Jó.


Isso pode ser chocante em um primeiro momento, mas isso é consolador!


Nos momentos de sofrimento e de dificuldade quando tudo parece dar errado e não tem outra explicação além do diabo está levantado contra a minha vida,

Não é o diabo trabalhar e depois ele parar para Deus trabalhar e consertar oque satanás fez.


Não existe o diabo fazer erros e Deus corrigir


Enquanto Satanás trabalha Deus continua trabalhando!


Deus de forma misteriosa muitas vezes planeja trabalhar por meio da atuação do diabo, e isso é humilhante para o diabo.


ele tenta tocar em nos, e Deus tá fazendo o bem na gente através dele.



Romanos 8 

No meio do sofrimento, durante o sofrimento, em todas essas coisas somos mais do que vencedores.


Quando o sofrimento tenta nos separar de Deus, Deus nos faz mais parecidos com jesus através do sofrimento.


O mal não vem sozinho, o mal sempre vem com um Deus que está por trás do mal para nós produzir bem


Tiago:

Quando sofremos Deus produz em nós perseverança.

Romanos:

O sofrimento gera em nós uma força para permanecer.


O sofrimento vem e Deus não está virando o rosto para satanás atuar e depois ele ir e consolar. ( Não)


Satanás está sendo humilhado pelo fato de tentar nos prejudicar de mandar tudo, e Deus continuar nos beneficiando através disso.

satanás e um derrotado, porque Deus escolher vencer até através da atuação dele.



Martinho Lutero

"Até o diabo, é o diabo de Deus."

O diabo é um cachorro em uma coleira

Ele não pode tocar em nós além do que Deus permite.


1 coríntios

Nenhuma tentação vem a nós que não fosse meramente humana e Deus não nos coloca em circunstância que não podemos suportar.


Deus nos dar a graça para suportar a ação do diabo.

Deus não permite que satanás toque em nós indiscriminadamente


Ele toca aqui e ali, mas Deus continua no controle.


Deus abre portas para aquilo que ele sabe que vai ser para nosso benefício e que vamos ter graça para suportar.


(Minha situação: eu estava no meu limite e Deus me dava graça a suportar.)


NO PALCO DO UNIVERSO NÓS ESTAMOS DENTRO DE UM TABULEIRO ESPIRITUAL ONDE DEUS ESTÁ TRABALHANDO E MOVENDO PEÇAS PARA NOSSO BEM, E PARA GLÓRIA DO SEU NOME



Deus não precisa provar nada a ninguém, mas ele prova para magnificar sua glória através de nós 


Salmos 115v3

Deus está nos céus e faz tudo como lhe agrada


Daniel 4:35

Todos os moradores da terra são considerados como nada, o altíssimo faz oque quer com o exército do céu e com os moradores da terra!

Não há quem possa deter sua mão nem questionar o que ele faz,  ele é soberano, grande, ele é eterno!

  • Permite que o mal nos toque,

  • Planeja que o mal nos toque e 

  • Nos dá graças para passar por isso,

  • Ele nos beneficia através de passar por isso.

  • Ele impede a atuação do diabo em áreas em que ele ainda não deu graça para passarmos por ela.


Posso não saber a sua circunstância do seu sofrimento, mas se você está firme em Jesus, Ele te dá graça e força para passar por isso, estrutura para suportar as adversidades que estejam.


Deus da graça a uma criança de 8 anos com ossos de vidro


Deus de graça para a família que perdeu pai e mãe na pandemia.


Deus dá graça para aqueles que tiveram suas famílias arruinadas devido a atos de adultério.


Deus dá graça para que a gente aguente as circunstâncias que ele nos põe.


É um jogo de cartas marcadas.

Deus já ganhou essa guerra.

Deus glorifica o seu nome quando a gente permanece, então Deus nos dá graça da permanência.



A Grandeza da perseverança dos Santos é o fato de que não estamos aqui pela nossa própria força.

Nós não aguentamos as setas por nossa própria capacidade de batalha espiritual, é porque Deus vai glorificar o seu Nome em nós, e porque ele vai glorificar o seu Nome em nós, ele vai continuar nos dando graças para permanecer não importa o que o diabo levante contra nós.


Temos então o relato de Jó perdendo tudo. 

(Jó continuação do versículo)

Um dia quando os filhos e as filhas de Jó [...]


Essa é uma situação que tira qualquer pessoa de sua sanidade psicológica

Imagino os anos de terapia e de antidepressivo que Jó iria precisar para voltar a sociedade.


Circunstâncias que destroem uma pessoa para sempre


Tipo de experiência que desencadeia na psique do ser humano loucura.


Tão terrível e tão extrema a perda dos filhos, bens, servos. O homem mais rico do mundo, tinha tudo e agora não tem nada. Não era eu e você, era Bill gates pra cima, como sobreviver a isso?


Jó perdeu tudo?


Dos 4 anúncios 2 eram naturais:

  • Pilhagens 

(roubo, acontece…)

  • Vento forte 

fenômeno natural, fora do normal Deus permitiu 


Ato direto de sobrenaturalidade

  • Fogo do céu que cai e consome

Jó sabia que vinha de Deus


(Jó não poderia ser um teista aberto, e dizer que não Deus não viu, Satanás veio quando Deus estava dormindo, ahhh Deus não tava ciente e simplesmente aconteceu.


  • Jó tinha certeza 

há algo a intenção de Deus


Jó passou por várias provações ao mesmo tempo

 

Tiago diz:

A gente deve permanecer fiel mesmo passando por várias provações,

e várias ali Tiago fala de vários tipos

Tem provações de tipos distintos 

Jó é um homem que sofre várias coisas ao mesmo tempo, vemos que Deus não espera um sofrimento para começar outro.


Às vezes as coisas desmoronam tudo de uma vez.


(vv20-22)

  • O mesmo Jó que sacrificava com medo que seus filhos não blasfemassem no coração, não blasfema no sofrimento.

  • Jó permanece firme na provação porque colhe os frutos da fé que ele exerceu durante a bonança.


Quando permanecemos firmes e fiel quando tudo está bem, permaneceremos bem nos tempos de adversidades.

Quando as coisas vão bem é a hora de exercermos a fé.


Jó não entendia o motivo daquele sofrimento. 

(Jó não tinha o livro de Jó para ler)

Ele não entendia, ele não sabia e ele permanece.


Deus nem sempre vai trazer o sofrimento com a carta explicando o motivo da provação.


O que temos é a fé, eu não sei os planos de Deus, mas eu confio, isso é fé.


 eu não sei porque eu tô sofrendo, eu só sei que Deus é Bom.

eu não sei porque isso aconteceu eu sei que Deus está no controle 

eu não sei porque eu adoeci

eu não sei porque eu falir minha empresa e perdi negócios

eu não sei porque eu perdi tudo.

eu não sei porque que eu não consigo me livrar desse sentimento de angústia que me impede de sair da cama todo dia, mas eu sei que Deus é bom e que Deus me ajuda no meio disso tudo.


A nossa permanência não depende de saber, depende de crer e confiar  

Fé.


Qualquer um de nós pode passar por problemas por sofrimentos cujos motivos parecem inexistentes, mas a gente sabe que há um Deus diante de nós que nos ajuda em tudo.


Jó saiu nu e voltará nú, Jó entendeu a questão  fé e confiar.


Jó diz que Deus deu, e Deus tomou

Ele entende que o que tinha era de Deus, e o que ele tomou foi Ele que tomou.



Em relação a Casamento se Deus desejar que ele acabe cedo demais através de uma doença incurável é Deus que toma. 


foi Deus que deu o teu filho se o desejo de Deus for tomar a audição dele é o plano dele, a gente glorifica ao Senhor por aquilo que ele deu a gente, encontramos graça e misericórdia 

 Ele nos dá sofrimento e tira coisas da nossa vida para nos dar coisas muito maiores e muito melhores que é uma comunhão mais profunda com ele é uma esperança firme para além dessa vida e que nele a gente permanece confiando na bondade e na graça.


Jó chorou, sofreu, lamentou, mas não blasfemou.


ENTENDA: 

MAS VEJA A TRISTEZA NÃO É DESCULPA PARA O ABANDONO DA CERTEZA DA FÉ


A verdade é que Deus muitas vezes permite que a gente sofra para que no sofrimento a gente encontre Ele.


"Já ouviu a frase quem não vem pelo amor vem pela dor?" É mais ou menos isso. Jogo de cartas marcadas, Deus entrou no jogo onde ele já sabe que vai ganhar.

Deus deseja nos ensinar através do incômodo. Para nós tratar, tem que deixar doer, tem que deixar sangrar. Ali que Deus está tratando e nos aproximando dele.


Salmos 63:3

porque a tua graça é melhor do que a vida e os meus lábios Te louvam


A graça é melhor que qualquer coisa desta vida, é que conseguimos louvar no meio do sofrimento tão profundo



Aplicação:



  1. Deus coloca os seus filhos em sofrimento e em provação.

A um Deus que nunca te coloca na dor sem se colocar contigo na dor 

Não é um Deus sádico que te coloca sofrimento ao seu bel prazer, não! 

É um Deus que chora contigo na tua Dor. O Espírito Santo geme por nós nas nossas dores.


  1. Quando o sofrimento vem, olha para Jesus, e para a permanência de Jesus.

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